5 vacinas desenvolvidas pela biotecnologia que melhoram a saúde pública no Brasil

 

O surto de febre amarela em alguns estados brasileiros leva milhões de pessoas aos postos de saúde para tomarem a vacina contra o vírus que transmite a doença. Dados do Ministério da Saúde mostram que, de 1º julho de 2017 até 20 de fevereiro deste ano, foram registrados 545 casos confirmados em humanos e 164 mortes. A Fundação Oswaldo Cruz de Bio-Manguinhos produz a vacina há mais de 80 anos, e previne esta e outras doenças por meio da imunização. As vacinas estão entre as grandes conquistas da biotecnologia moderna, uma das inovações estudadas pelo Indústria 2027.
 
O assessor científico de Bio-Manguinhos/FioCruz, Marcos Freire, explica que, ao tomar uma vacina, a pessoa fica imune a um agente específico – como um vírus, no caso da febre amarela –, pois o sistema imunológico do indivíduo reage e impulsiona a formação de anticorpos, responsáveis pela proteção do organismo. “A produção de vacinas tem um componente forte de biotecnologia e, hoje, temos processos biotecnológicos muito mais complexos”, explica Freire. Pela capacidade de manipular seres vivos ou parte deles, a biotecnologia torna possível a obtenção de produtos e processos, como vacinas.
 
A primeira vacina de que se tem notícia foi criada em 1796 por Edward Jenner, e combatia a varíola, doença já erradicada no mundo. Segundo Freire, da Fiocruz, ainda existe o “sonho” de eliminar a poliomielite do mundo. “O desenvolvimento de vacinas leva, em média, 10 anos, e tem preço alto. Inclui, desde desenvolver a parte biotecnológica, depois a clínica, que envolve questões de segurança e validação da vacina. São necessários, portanto, investimentos e apoio do governo e das instituições”, destaca.
 
O Programa Nacional de Imunizações (PNI), do Ministério da Saúde, é motivo de orgulho para o Brasil, segundo Freire. Reconhecido mundialmente, o PNI oferece diversas vacinas gratuitamente na rede pública. “Novas doenças surgem e ganham importância. Desenvolver vacinas e melhorar as que já existem é uma busca infinita e devemos querer sempre atingir a perfeição. Não podemos nos acomodar, e isso serve para qualquer inovação, não apenas a biotecnologia”, considera Freire.

Confira a lista a seguir:

 

 

Fonte: Portal da Indústria

 

 

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