Senai promove capacitação para a Indústria 4.0



A Escola e Faculdade de Tecnologia Senai Suíço-Brasileira Paulo Ernesto Tolle e a Industrial IoT Solutions - distribuidora de soluções para a indústria - firmaram parceria com o objetivo de apresentar aos alunos tecnologias disruptivas. A Industrial IoT é distribuidora nacional da empresa Litmus Automation, especializada em Intelligent Edge Computing, e que também participa da iniciativa.


“É a primeira missão educacional da Litmus no mundo, que está sendo feita no Brasil por meio da nossa empresa, e estamos muito satisfeitos e motivados por contribuir ativamente para a tão necessária capacitação da mão de obra voltada para a transformação digital que está ocorrendo no setor industrial”, destaca Hélio Samora, CEO da Industrial IoT Solutions. A Litmus forneceu gratuitamente a licença educacional do Litmus Edge para o Senai e pode ser acessada por todos os computadores da escola.


De acordo com o professor José Heroino de Sousa, diretor da unidade Senai Suíço-Brasileira, o objetivo da escola é aumentar a competitividade da indústria, principalmente por meio da Internet das Coisas Industrial. A solução da Litmus vai possibilitar o contato dos alunos com tecnologias que possibilitam a coleta, a análise e a integração de dados de máquinas a aplicações industriais.


“Trata-se de uma iniciativa que irá favorecer a aprendizagem dos nossos alunos, eles começarão pela parte mais simples, num ambiente que já conhecem”, destaca Heroino. Segundo o diretor, a parceria vai favorecer também as indústrias, já que os alunos acabam levando esse conhecimento para as empresas em que trabalham ou nas quais trabalharão.


Segundo Alexandre Vieira, coordenador dos cursos da Senai Suíço-Brasileira, inicialmente a ideia era instalar a plataforma para trabalhar com algumas variáveis dos equipamentos CNC da escola. “Começamos esse trabalho com a preparação da infraestrutura, da rede e da instalação, e após um brainstorm não oficial, acabamos percebendo que poderiam ser geradas sinergias com alguns dos nossos cursos”, explica Vieira. Na sua avaliação, a plataforma pode ser utilizada não apenas nos cursos de metalmecânica, mas também nos de TI (Redes e Desenvolvimento de Sistemas).



Diferentes áreas de conhecimento - Os alunos de Redes irão conhecer e trabalhar com redes industriais e computação em nuvem, além de ter contato com a TI industrial, que mostra como colocar máquinas em rede. “Para a formação dos técnicos do Senai isso é extremamente importante porque nós os capacitamos para a indústria. E de outra parte, a indústria, que mantém o Senai, irá enxergar valor nessa formação”, destaca.


Já nos cursos de Desenvolvimento de Sistemas, a ideia é trabalhar com a criação de algoritmos para análise de dados, machine learning, para desenvolver sistemas de tomada de decisão com base nos históricos de dados.


Para as máquinas que não estão sensorizadas, a proposta é que os alunos de Desenvolvimento de Sistemas programem um hardware usando sensores para fazer aquisição de algumas informações desses equipamentos. “E vamos trazer isso para dentro da plataforma e correlacionar com alguns dados que hoje temos das máquinas monitoradas”, completa Vieira.


Nos cursos de Mecânica, o coordenador destaca que hoje o profissional dessa área precisa dispor de uma base de dados já compilados para apoiá-lo em tomadas de decisão. Nas disciplinas de manutenção, os alunos poderão utilizar os dados de telemetria para estimar uma manutenção preditiva. “Antes não tínhamos como viabilizar essas informações para o aluno. Esse tema era tratado de forma teórica e agora o aluno vai poder ver como funciona na prática”, completa Vieira.


Showroom - A escola Suíço-Brasileira servirá também como um showroom para a Industrial IoT Solutions demonstrar a plataforma Litmus Edge para seus clientes. “O objetivo é mostrar a tecnologia que as indústrias podem ter acesso. De certa forma, contribuímos para derrubar a mística de que a inovação é muito complicada e acessível apenas às empresas multinacionais e de grande porte. Isso é falso e empresas de todos os portes podem se beneficiar das novas tecnologias”, destaca Heroino.



Fonte: Revista Usinagem Brasil

Posts Em Destaque