Novas linhas de produção 4.0 da VW Caminhões e Ônibus receberam investimento de R$ 500 milhões

 

Com investimentos de R$ 500 milhões, o complexo de desenvolvimento e produção da Volkswagen Caminhões e Ônibus em Resende (RJ) passou por uma verdadeira revolução para abrigar uma das mais modernas linhas de caminhões da América Latina, dedicadas exclusivamente aos novos extrapesados Volkswagen.

 

Desde a armação até o acabamento da cabine, todo o processo foi criado de acordo com os conceitos de manufatura 4.0, com robótica avançada e inteligência do Big Data para maior produtividade e segurança na operação. Agora a fábrica da VW Caminhões e Ônibus em Resende conta com mais de 70 robôs, sendo um terço deles dedicados à linha Meteor, além de um sistema de dados 100% em nuvem para construir a nova cabine.

 

Os recursos foram aplicados na instalação de um novo processo para armação da cabine, com 80% de automação, e também na construção de um prédio de cerca de 4,5 mil metros quadrados dedicados ao acabamento do caminhão com a montagem de mais de 1.000 peças do interior da cabine.

O investimento contempla ainda uma nova área logística para garantir a maior eficiência no abastecimento e estoque de componentes. Equipamentos mais modernos também passam a compor a linha de montagem final para ganhos de eficiência e produtividade.

 

Cabines com chip

 

Dentro do conceito de Big Data, a cabine recebe um chip que permite sua identificação durante todo o processo de manufatura. Assim é possível programar os robôs à distância e também saber o status do veículo de qualquer parte do mundo. Essa informação armazenada em nuvem permite o acompanhamento em tempo real pelo time de especialistas da VWCO, de forma a utilizar a informação no alinhamento de toda a estratégia de produção e vendas.

 

Esse chip é instalado logo no início da montagem, ainda na linha de armação, que ocupa uma área de 2,8 mil metros quadrados e abriga mais de 130 novos equipamentos, responsáveis por um processo de solda que é 100% automatizado pela primeira vez na VWCO, chegando a executar 2.846 pontos de solda. A análise de qualidade final também segue a mesma linha, com câmeras cuidando de toda a medição para assegurar a perfeição da cabine. Os robôs cuidam ainda de operações de aplicação de cola, fixação de pinos e transporte das placas metálicas.

 

Inéditos veículos guiados automaticamente

 

No novo prédio de acabamento da cabine, mais inovações, afinadas com o que de mais moderno se faz na Europa. Pela primeira vez, a VWCO emprega veículos guiados automaticamente (os chamados AGVs) para transporte do veículo em sua linha de montagem. Isso traz a flexibilidade tão característica ao modelo de produção da montadora, permitindo adaptações rápidas, ao mesmo tempo em que otimiza recursos. Os AGVs navegam por indução a partir de frequências embutidas no piso do prédio. Há todo um sistema inteligente para tornar sua operação mais eficiente: scanner de rastreamento para evitar colisões e uma estação de carregamento automático de suas baterias também instalado no piso.

 

A movimentação de toda a linha é feita de forma automática, controlada pelo sistema de Big Data. As informações do processo ficam disponíveis em telas ao longo de toda a linha, em cada um dos 15 postos de montagem. Essa hiperconectividade controla cada etapa e impede, por exemplo, o deslocamento de qualquer veículo sem a segurança necessária ou que a atividade tenha sido finalizada. A leitura inteligente é feita através de sensores instalados no prédio.

 

Em paralelo ao acabamento da cabine, há linhas de pré-montagens de suas portas, painel de instrumentos e teto, sequenciadas à programação da produção. O sistema eficiente de automatização também otimiza a utilização de um mesmo robô que aplica cola de teto, painel de instrumentos, para-brisa e vidro vigia. Outra novidade é a adoção de uma única cola para as quatro aplicações, diminuindo custos e resíduos ao meio ambiente.

 

Primeira linha fora da Europa

 

A nova família de extrapesados Volkswagen conta com a nova geração do motor MAN D26 13 litros, desenvolvida e produzida no Brasil, primeiro país fora da Europa a abrigar a linha do propulsor. Instalada na fábrica da MWM em São Paulo, a nova linha foi concebida especialmente para o motor que equipa os maiores e mais potentes caminhões VW o mundo.

 

Fonte: Portal Cimm - Indústria 4.0

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